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Fórum: Mensagem
12/03/2010 13:26:27 - Fernando Silva (fernandosilva@bol.com.br): deu no Reservado
Procura-se uma nova
Telebrás em cada esquina
do mercado financeiro. Nas
últimas semanas, ações do
terceiro time da Bolsa têm
sido alvo de um frenético
bombardeio especulativo.
Não são poucos os que tentam,
guardadas as devidas
proporções, bisar o fenômeno
Telebrás e colocar uma
bolada no bolso da noite para
o dia. A seguir, cenas de
especulação e cobiça:
Direct to Company
(Dtcom): A paranaense
Dtcom está a léguas de
figurar entre as marcas mais
notórias do setor de telecomunicações,
mas, recentemente,
tornou-se uma coqueluche
na Bolsa. Na esteira
do frenesi em torno da
Telebrás, surgiram especulações
de que a Dtcom forneceria
serviços à própria
estatal no âmbito do Plano
Nacional de Banda Larga.
Resultado: do início do ano
ao fim de janeiro, a ação
saiu de R$ 0,67 para quase
R$ 3,60, alta de 437%. Nos
últimos dois anos, o mesmo
papel acumulava queda
de 63%. Com a contaminação
política da ressurreição
da Telebrás e o resfriamento
da operação, a bolha
começou a murchar.
Nos últimos 20 dias, a ação
da Dtcom caiu 35%.
Inepar Telecomunicações:
Da mesa de operações
de uma importante
corretora paulista espalhouse
a informação de que o
Grupo Inepar preparava
uma guinada em seu processo
de reestruturação.
Segundo o enredo, o empresário
Atilano Oms Sobrinho
iria anunciar a retomada
das atividades operacionais
da Inepar Telecomunicações,
sem qualquer
detalhe sobre a reencarnação.
Entre 26 de fevereiro e
5 de março, ou seja, em
apenas cinco pregões, a
ação subiu 137%. Além dos
especuladores de plantão,
a própria Inepar tirou uma
casquinha do suspiro da sua
subsidiária na Bolsa de Valores.
Em meio ao período
de alta, reduziu sua participação
na empresa. Na última
segunda-feira, dia 8, enviou
um comunicado à Bovespa
anunciando a venda
de 6,2 milhões de ações,
recuando de 85,9% para
78,8% do capital.
Laep: Do início de janeiro
à última semana de fevereiro,
o papel subiu de R$
1,36 para R$ 1,86 – chegou
a ter picos de R$ 2,60.
Mais uma alta de artifício.
A pólvora, neste caso, foi
um tiroteio de informações
sobre o futuro societário
da Parmalat. Em menos
de uma semana, a empresa
foi “vendida” para a JBS
e para a GP Investimentos.
A Parmalat continua
onde sempre esteve, mas
muito especulador garantiu
o leite das crianças.
Resposta
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